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cpm finalmente alguém que escreve que discorda, obrigado!.
mas permita-me que lhe pergunte o que deve ser ou não deve ser uma fotografia? e o que é uma fotografia que se preze? e porque não deve conter imagens sobrepostas?
talvez com os seus esclarecimentos eu venha a concordar consigo.
... -Muitas fotografias não são interpretadas como o autor esperava ou, simplesmente, não se podem perceber em virtude do excesso de elementos que deixam o observador confuso (3)
eu diria que a utilização da "presença-ausência" do indivíduo que procura uma fotografia - que pode ser uma forma de estruturação da imagem, contrastando com a impossibilidade de captar imagens dada a sua quantidade e velocidade citadina, representada à "Noronha da Costa", é um objecto fotográfico.
Cpm, obrigado pelos esclarecimentos. Permita-me que contraponha 2 ou 3 ideias rápidas.
Não querendo menosprezar os Manuais nem desrespeitar os seguidores de Convenções, devo esclarecer, porém, que sou adepto do uso da máquina fotográfica sem constrangimentos, formais ou canónicos, desde que haja uma qq intenção.
(as suas citações, sugerem-me, por exemplo, o trabalho de Baldessari “Wrong” ou o livro O Acto Fotográfico de Philippe Dubois, que encontra editado em português)
O meu dilema é que eu deveria defender esta minha fotografia desfocada, "que não se pode perceber, confusa, com excesso de elementos", pois, quanto a mim, traduz bem o movimento caótico das grandes urbes à maneira impressionista, a remeter para o pontiismo, fazendo parte da série "ver até não ver".
Devo porém confessar que esta é uma defesa à posteriori. Honestamente, só posso argumentar que houve uma simbiose mágica entre o homem e a máquina, um entendimento telepático perfeito da intenção do fotógrafo com a sua sonny em modo de focagem automática.
Resta-me, como justificação para postar a fotografia, que pode ser interessante e pode ser instrutivo, a selecção intencional de imagens (nossas ou de outros, anónimas ou reconhecidas) dentro de um q critério, neste caso "ver até não ver".
A percepção duma fotografia também é subjectiva e ainda bem. Olho para esta fotografia do cj como leio um poema. Gosto ou não gosto. Gosto. Não vejo sobreposição de imagens. Vejo dois planos um corrimão uma câmara uns óculos focados que não tapam a vista do que se vê desfocado - um plano de possibilidades que não precisa de nenhum critério para além do imaginário.
8 comentários:
gosto imenso, de todos os pontos de vista
Permita-me discordar, at.
Está aqui um exemplo acabado do que não deve ser uma fotografia.
Fotografia que se preze não deve conter imagens sobrepostas e nesta... é o que se vê! Ver até não ver...nada.
cpm finalmente alguém que escreve que discorda, obrigado!.
mas permita-me que lhe pergunte o que deve ser ou não deve ser uma fotografia? e o que é uma fotografia que se preze? e porque não deve conter imagens sobrepostas?
talvez com os seus esclarecimentos eu venha a concordar consigo.
-Fotografia não é todo e qualquer disparo de uma máquina fotográfica (1)
-Deve a composição da fotografia obedecer às regras clássicas (Rectângulo de Ouro, Regra dos Terços)(2)
(1)-Michael Friedman, Novo Manual de Fotografia, pag.45, Editorial Presença
(2)-Idem, pag 55 ...
...
-Muitas fotografias não são interpretadas como o autor esperava ou, simplesmente, não se podem perceber em virtude do excesso de elementos que deixam o observador confuso (3)
(3) Fotografia-Cursos Profissionais Planeta Agostini,Editores Reunidos, Lda Vol 1 Pag. 83
eu diria que a utilização da "presença-ausência" do indivíduo que procura uma fotografia - que pode ser uma forma de estruturação da imagem, contrastando com a impossibilidade de captar imagens dada a sua quantidade e velocidade citadina, representada
à "Noronha da Costa", é um objecto fotográfico.
Cpm, obrigado pelos esclarecimentos. Permita-me que contraponha 2 ou 3 ideias rápidas.
Não querendo menosprezar os Manuais nem desrespeitar os seguidores de Convenções, devo esclarecer, porém, que sou adepto do uso da máquina fotográfica sem constrangimentos, formais ou canónicos, desde que haja uma qq intenção.
(as suas citações, sugerem-me, por exemplo, o trabalho de Baldessari “Wrong” ou o livro O Acto Fotográfico de Philippe Dubois, que encontra editado em português)
O meu dilema é que eu deveria defender esta minha fotografia desfocada, "que não se pode perceber, confusa, com excesso de elementos", pois, quanto a mim, traduz bem o movimento caótico das grandes urbes à maneira impressionista, a remeter para o pontiismo, fazendo parte da série "ver até não ver".
Devo porém confessar que esta é uma defesa à posteriori. Honestamente, só posso argumentar que houve uma simbiose mágica entre o homem e a máquina, um entendimento telepático perfeito da intenção do fotógrafo com a sua sonny em modo de focagem automática.
Resta-me, como justificação para postar a fotografia, que pode ser interessante e pode ser instrutivo, a selecção intencional de imagens (nossas ou de outros, anónimas ou reconhecidas) dentro de um q critério, neste caso "ver até não ver".
A percepção duma fotografia também é subjectiva e ainda bem. Olho para esta fotografia do cj como leio um poema. Gosto ou não gosto. Gosto. Não vejo sobreposição de imagens. Vejo dois planos um corrimão uma câmara uns óculos focados que não tapam a vista do que se vê desfocado - um plano de possibilidades que não precisa de nenhum critério para além do imaginário.
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