
Vito Acconci
"How do I connect myself to the world around me?"
Vito Acconci (1940, New York) começou na literatura e na poesia, tendo posteriormente realizado filmes e vídeos, performances e instalações. A partir dos anos 80, o seu interesse no corpo humano e a experiência que este mantem com os espaços público e doméstico, leva-o à arquitectura.
Nos seu trabalhos em vídeo e performance dos anos 70 a atenção foca-se no corpo e na relação deste com os outros (o espaço corporal dos outros e o espaço público, exteriores a si). As intervenções, estruturadas conceptualmente em torno do seu corpo, que por vezes implicam a sua significativa manipulação, confrontam frequentemente no campo social e psicológico os espectadores de modo radical. Em Conversion (1970), queima os pêlos do corpo e tenta esconder o pénis e testículos entre as pregas das pernas, questionando o lugar do corpo enquanto sexualidade. Em Open book (1975) faz um close-up com a câmara sobre a sua boca que se mantém sempre, no limite do esforço, aberta enquanto tenta comunicar com o espectador. A boca torna-se um livro aberto, mas, paradoxalmente, por que está aberta não pode falar. Na performance Pryings (1971) tenta desesperadamente abrir com as mãos os olhos de uma mulher que os tenta manter cerrados. A luta e a tensão mantêm-se constantes (relação de forças masculino/femenino, aberto/fechado) e quando consegue abrir-lhos apenas se vê o branco da esclerótica, a pupila revirada, incomunicáveis.
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"How do I connect myself to the world around me?"
Vito Acconci (1940, New York) começou na literatura e na poesia, tendo posteriormente realizado filmes e vídeos, performances e instalações. A partir dos anos 80, o seu interesse no corpo humano e a experiência que este mantem com os espaços público e doméstico, leva-o à arquitectura.
Nos seu trabalhos em vídeo e performance dos anos 70 a atenção foca-se no corpo e na relação deste com os outros (o espaço corporal dos outros e o espaço público, exteriores a si). As intervenções, estruturadas conceptualmente em torno do seu corpo, que por vezes implicam a sua significativa manipulação, confrontam frequentemente no campo social e psicológico os espectadores de modo radical. Em Conversion (1970), queima os pêlos do corpo e tenta esconder o pénis e testículos entre as pregas das pernas, questionando o lugar do corpo enquanto sexualidade. Em Open book (1975) faz um close-up com a câmara sobre a sua boca que se mantém sempre, no limite do esforço, aberta enquanto tenta comunicar com o espectador. A boca torna-se um livro aberto, mas, paradoxalmente, por que está aberta não pode falar. Na performance Pryings (1971) tenta desesperadamente abrir com as mãos os olhos de uma mulher que os tenta manter cerrados. A luta e a tensão mantêm-se constantes (relação de forças masculino/femenino, aberto/fechado) e quando consegue abrir-lhos apenas se vê o branco da esclerótica, a pupila revirada, incomunicáveis.
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3 comentários:
AVISO: esta semana é à quinta
Motivo à vista: INDIELISBOA - 4º FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA INDEPENDENTE DE LISBOA no TAGV dias 24, 25 e 26
NOVO AVISO - afinal é quarta-feira
(motivo de força maior)
:( não posso amanhã
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